cafeinaTema de diversos estudos, a interferência da cafeína sobre a fertilidade ainda suscita muita dúvidas. Pode o consumo de bebidas com cafeína diminuir a fertilidade da mulher? Pode a substância ter alguma influência nas chances de engravidar?

Nos Estados Unidos, pesquisadores da Universidade de Harvard identificaram o consumo regular de cafeína em cerca de 70% das mulheres candidatas à fertilização in vitro. E segundo outro estudo, esse hábito não parece interferir nas chances de gravidez dessas mulheres, embora o consumo de bebidas com cafeína tenha sito o fator principal entre os hábitos das norte-americanas com dificuldades para engravidar.

 

 

tratamento infertilidadeA diferença entre fertilização in vitro e inseminação artificial está no modo como os óvulos são fecundados. No caso da inseminação artificial, o procedimento consiste em injetar espermatozoides diretamente no útero da mulher para que, então, ocorra a fecundação do óvulo e a geração do feto. A inseminação é realizada no período fértil da mulher (quando ela está ovulando), facilitando, assim, a união dos gametas para a formação do embrião.

 

 

 

 

 

 

 


A falência ovariana precoce (FOP) consiste na perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade. Os hormônios femininos deixam de ser produzidos e, consequentemente, impedem a liberação de óvulos pelos ovários, prejudicando uma gestação bem-sucedida. Além disso, a FOP pode favorecer o surgimento de problemas cardiovasculares e de osteoporose.


Em 1984, Anna Paula Caldeira foi o primeiro bebê a nascer a partir de uma fertilização in vitro no Brasil e na América Latina. De lá para cá, os métodos de reprodução assistida viram sua efetividade (gestações bem-sucedidas com o nascimento de crianças saudáveis) mais que dobrar. Já para as mulheres que decidem pela maternidade tardia (após 40 anos de idade), os avanços nas técnicas de fertilização in vitro são mais recentes. Exemplo: análises genéticas detalhadas dos embriões que asseguram uma maior viabilidade dos embriões que são implantados.

A obesidade pode ser um fator prejudicial à fertilidade feminina. O excesso de peso pode dificultar a gravidez e afetar a saúde reprodutiva, sobretudo nos primeiros estágios da gestação, o que pode aumentar as chances de aborto. Até mesmo em tratamentos de reprodução assistida, a obesidade pode gerar dificuldades de fertilização.

Publicados nas revistas científicas Fertility and Sterility e Physiology and Behavior, dois estudos recentes indicaram que quanto mais relações sexuais uma mulher tiver, mais frequentemente seu sistema imunológico receberá a mensagem de que é hora de ter um bebê, aumentando as chances de gravidez.Os estudos também revelaram que, ainda que a mulher tenha relações sexuais fora do período fértil, mudanças que acontecem no sistema imunológico dela poderiam aumentar as suas chances de engravidar.

A diferença entre um e outro estudo estava no foco de análise. Um estudo observou as células T, que são responsáveis por direcionar o sistema imunológico ao alvo certo e por determinar o melhor tipo de resposta. O outro focou nos anticorpos, que classificam os patógenos como invasores e podem “desarmar” alguns deles.

Para a realização de ambos os estudos, os pesquisadores analisaram informações de 30 mulheres saudáveis e que não estavam tentando engravidar. Metade delas tinha uma vida sexualmente ativa, enquanto a outra metade não. Os resultados do primeiro estudo mostraram que as mulheres sexualmente ativas apresentavam maiores níveis de células T tipo 2. Essas células auxiliam o corpo a entender que a presença do que poderia ser visto pelo sistema imunológico como uma ameaça, na verdade não é – exemplo: o esperma. Essas alterações não foram observadas nas mulheres que tinham relações sexuais frequentes.

No segundo estudo, os pesquisadores constataram que durante a fase lútea (espessamento do útero), as mulheres sexualmente ativas tinham níveis mais elevados de imunoglobulina G, uma substância que combate doenças sem interferir na saúde uterina. Segundo Tierney Lorenz, líder dos estudos e pesquisadora da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, “o ato sexual envia um sinal ao sistema imunológico da mulher para que ele priorize as respostas imunes que promovem a concepção em relação a outras ações”. Tierney ainda destaca que, embora os resultados sejam baseados na frequência sexual, mesmo uma única relação fora do período fértil já pode ser útil para aumentar a fertilidade feminina.

O estilo de vida e determinados hábitos das mulheres podem influenciar, negativamente, a preservação da fertilidade. Além de a idade ser responsável pela diminuição natural na quantidade de óvulos, fatores como fumo, obesidade, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, sedentarismo e, claro, a alimentação diária podem prejudicar a fertilidade feminina.

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